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Moradores da Zona Leste de São Paulo repudiam monotrilho
07/07/2010

Moradores de uma das regiões mais afastadas do centro, a população de bairros da Zona Leste, como Vila Prudente, São Mateus, Parque São Rafael e Cidade Tiradentes, não estão nada satisfeitos com a chegada do novo sistema de transporte público: o monotrilho. Eles querem a extensão das linhas de metrô.

Monotrilho é o nome dado ao trem que opera sobre vigas construídas nos canteiros das avenidas que formam o trajeto. Segundo a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), o trem funcionará com tração elétrica e correrá sobre pneus, circulando numa via elevada entre 12 e 15 metros de altura, dependendo do trecho. E ligará a futura estação da Vila Prudente do Metrô à Cidade Tiradentes, prolongando assim a Linha 2 – Verde.

Para o presidente do Movimento Ambiental Cultural Ecológico (Mace), Hamilton Clemente Alves, que luta contra a construção do monotrilho, o modal não atende a necessidade dos moradores da região. “Eles nos oferecem o monotrilho como se fosse linha de metrô. Mas o sistema que querem implantar aqui não atende aos 1,2 milhão de habitantes dos bairros, desde a Vila Prudente até a Cidade Tiradentes”, disse.

metronews_monotrilhoOutra queixa dos moradores é o impacto ambiental que a chegada do modal deverá causar. “A construção de vigas e de uma via elevada vai dividir os bairros. Quem chega ao Largo de São Mateus pela Avenida Satélite não tem acesso ao outro lado da praça, onde está a Avenida Ragueb Chohfi. E a segurança também é algo que nos preocupa”, disse Alves.

Segundo o Metrô, ao todo serão construídas 17 estações nos cerca de 24 km de extensão. A previsão é que sejam atendidos aproximadamente 500 mil usuários. “O monotrilho já vai nascer saturado. E ainda vai desvalorizar os imóveis e comércio. Queremos que seja construído aqui o Metrô, completou Alves.

Fonte: MetroNews

 

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