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Moradores de uma das regiões mais afastadas do centro, a população de
bairros da Zona Leste, como Vila Prudente, São Mateus, Parque São
Rafael e Cidade Tiradentes, não estão nada satisfeitos com a chegada do
novo sistema de transporte público: o monotrilho. Eles querem a extensão
das linhas de metrô.
Monotrilho é o nome dado ao trem que opera sobre vigas construídas
nos canteiros das avenidas que formam o trajeto. Segundo a Companhia do
Metropolitano de São Paulo (Metrô), o trem funcionará com tração
elétrica e correrá sobre pneus, circulando numa via elevada entre 12 e
15 metros de altura, dependendo do trecho. E ligará a futura estação da
Vila Prudente do Metrô à Cidade Tiradentes, prolongando assim a Linha 2 –
Verde.
Para o presidente do Movimento Ambiental Cultural
Ecológico (Mace), Hamilton Clemente Alves, que luta contra a construção
do monotrilho, o modal não atende a necessidade dos moradores da região.
“Eles nos oferecem o monotrilho como se fosse linha de metrô. Mas o
sistema que querem implantar aqui não atende aos 1,2 milhão de
habitantes dos bairros, desde a Vila Prudente até a Cidade Tiradentes”,
disse.
metronews_monotrilhoOutra queixa dos moradores é o impacto
ambiental que a chegada do modal deverá causar. “A construção de vigas e
de uma via elevada vai dividir os bairros. Quem chega ao Largo de São
Mateus pela Avenida Satélite não tem acesso ao outro lado da praça, onde
está a Avenida Ragueb Chohfi. E a segurança também é algo que nos
preocupa”, disse Alves.
Segundo o Metrô, ao todo serão
construídas 17 estações nos cerca de 24 km de extensão. A previsão é que
sejam atendidos aproximadamente 500 mil usuários. “O monotrilho já vai
nascer saturado. E ainda vai desvalorizar os imóveis e comércio.
Queremos que seja construído aqui o Metrô, completou Alves.
Fonte: MetroNews
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