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Veto presidencial ao fator previdenciário decepciona trabalhadores
18/06/2010
Na última terça-feira (15), um pouco antes da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou sua decisão: sancionou o reajuste de 7,72% das aposentadorias e pensões acima de um salário mínimo e vetou a extinção do fator previdenciário.

A decisão presidencial, tão esperada pelo movimento sindical, apesar de ser comemorada pelos aposentados, causou a frustração e decepção em milhões de trabalhadores brasileiros na ativa.

Ao preferir ouvir parte de sua equipe econômica ao invés de atender ao clamor da população, Lula desperdiçou a chance de extinguir um dos maiores ataques desferidos à classe trabalhadora pelo governo neoliberal de Fernando Henrique. O presidente provou que, apesar dos esforços da classe trabalhadora e do movimento sindical, a herança maldita da era FHC está longe de ser superada. O fator previdenciário é uma prova disso.

Criado em 1999, com a alegação de déficit na previdência, o fator previdenciário foi implantado com o objetivo de obrigar o trabalhador a retardar sua aposentadoria. Desde sua implementação, todos os partidos incluindo os partidos de esquerda da base do governo e entidades de oposição às políticas neoliberais foram contra esse artifício que tanto prejudica aqueles que começaram a trabalhar mais cedo, ou seja, os mais pobres.

Com o intuito de intensificar a mobilização pela sua derrubada do mecanismo, a Fenametro reforçou sua campanha pelo fim do fator previdenciário, com envio de cartas a parlamentares e à Presidência da República. Durante o mês de junho, a Fenametro e seus sindicatos filiados enviaram cartas ao presidente Lula com o objetivo de sensibilizá-lo para a importância da sanção da medida para a sociedade.

Cabe lembrar, que apesar de representar uma conquista para os aposentados o reajuste de 7,72% só é válido para 2010. Em 2011, teremos novas batalhas nesse sentido, fato que reforça a necessidade de uma política de valorização das aposentadorias, semelhante a do salário mínimo.

Consciente de que a concessão do reajuste mostra o caminho que deve ser perseguido, pois sem a pressão exercida sobre o governo nos últimos meses, a derrota seria completa, a Fenametro reforça mais uma vez sua disposição de luta. E conclama a todos os sindicatos filiados a intensificaram a campanha pela derrubada do veto ao fim do fator previdenciário, que representa o legado nefasto do governo neoliberal FHC para os trabalhadores da nação.

Pelo fim do fator previdenciário. A luta continua!




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